Publicado por: jromarq | 16/12/2009

O planeta na UTI

A camada de ozônio ou ozonosfera (situada na estratosfera) é um filtro de proteção formado pelo gás ozônio (oxigênio concentrado) que protege a atmosfera das radiações liberadas pelo sol. O ozônio torna–se fortemente oxidante e reativo ao chegar à troposfera. Também utiliza sua forte radiação para conseguir impedir a passagem dos raios ultravioletas que se, porventura, chegassem à atmosfera acabariam com a vida no planeta. Em 1977, alguns cientistas descobriram um buraco na camada de ozônio na Antártida. Posteriormente, registrou-se que a fina camada de ozônio estava afinando ainda mais em diferentes regiões. Existem algumas substâncias químicas que são liberadas no ar e que provocam danos severos, como os clorofluorcarbonos e os hidrocarbonetos alifáticos halogenados (emissões poluentes). Tais substâncias ao chegarem à estratosfera reagem com o ozônio resultando em moléculas de oxigênio e de monóxido de cloro. Com o buraco na camada de ozônio, os raios ultravioletas conseguem penetrar pelo filtro de proteção e chegam até a atmosfera, provocando câncer de pele, cegueira, alergias; afetam, também, todo o sistema imunológico, deixando-o mais vulnerável, por exemplo, aos ataques de fungos e bactérias. 

O aquecimento global, decorrente da destruição gradativa da ozonosfera, é um fenômeno climático que estabelece o aumento da temperatura média da superfície terrestre. Só nesse início de século, a temperatura do planeta subiu quase 2ºC – mais alta do que em toda a década de 60. As medidas a serem tomadas para conter o avanço do aquecimento global têm sido discutidas constantemente. Alguns cientistas apontam como causa do aumento das temperaturas no planeta o elevado nível de concentração de poluentes antropogênicos (provocados pelo homem) na atmosfera. O aquecimento global vem sendo evidenciado através de mudanças bruscas no processo de elevação das temperaturas no mundo. Estudos revelam que o fenômeno, inclusive, agrava a força dos furacões; acelera o derretimento das calotas polares, o que pode ocasionar, por exemplo, aumento da incidência de grandes enchentes e maremotos. 

O carvão, utilizado nas usinas termelétricas, é uma das principais fontes de emissão de gases poluentes. Há estudos que afirmam que a simples redução da queima de carvão já seria mais do que o suficiente para reduzir a terrível ameaça das mudanças climáticas. Contudo, nada indica que, até o final do século XXI, o carvão deixe de ser empregado como principal fonte de geração de energia elétrica. Desse modo, podemos utilizar os EUA (cuja principal matriz energética é, precisamente, o carvão) como exemplo cabal da perenidade dessa fonte de energia e da ojeriza a qualquer meta de redução de CO2. Por outro lado, é importante salientar que, mantidos os níveis de consumo referentes a  2000, os norte–americanos acumularão reservas de carvão para mais 500 anos – com custos de exploração há muito amortizados, o que facilita a compreensão dos motivos para a geração termelétrica a carvão ser equivalente a 56,2% em sua matriz de geração. Metade da eletricidade consumida nos EUA é gerada em usinas que usam carvão como combustível, o que contribui para aumentar significativamente as emissões de gás carbônico do país e, conseqüentemente, em todo o planeta. 

Pesquisa: Brasil Escola, EcoDebate, Ponto de Vista

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