Publicado por: jromarq | 03/01/2010

Epopéia brasileira

Certas figuras “ilustres” – digamos… “príncipes” da sociologia –, asseclas do positivismo durkheimiano, mais do que nunca, devem estar se corroendo pelo despeito. Especialmente após o presidente Lula ser escolhido como o Homem do Ano (2009) pelo jornal francês Le Monde; como a 33ª. pessoa mais poderosa do mundo no ranking da revista econômica Forbes; uma das 50 pessoas que moldaram a década, segundo o jornal britânico Financial Times, e uma das 100 personalidades do ano da comunidade  ibero-americana pelo jornal espanhol El País – com direito a um perfil escrito pelo primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero. Pelo visto, a vil ciumeira, agora, atingirá os píncaros com o lançamento ocorrido no dia 1º. de janeiro, em todo território nacional, da produção de Fábio Barreto “Lula – O Filho do Brasil. Na verdade, desde a première no Festival de Cinema de Brasília, a chusma reaça de plantão vem atirando farpas afiadas quanto a supostos “interesses políticos eleitoreiros” embutidos no roteiro da película. Hilário, não?!

lulaofilhodobrasil.com.br

Sem dúvida, não há a menor intenção dos produtores de impor ao público qualquer modalidade de manipulação política; não existe nenhuma relação entre o conteúdo do roteiro e a sucessão presidencial que ocorrerá este ano; não fica clara, portanto, nenhuma intenção, explícita ou implícita, de favorecimento promocional da pré–candidatura da ministra Dilma Rousseff (ao contrário do que vociferam adversários inconformados com a extrema popularidade de Lula). De fato, o foco da história gira o tempo todo em torno do cidadão Luiz Inácio, estabelecendo–se, ainda, uma abordagem emotiva que coloca em primeiro plano suas relações familiares com três mulheres: a figura sempre forte da mãe, sua primeira mulher, Lourdes – que morreu grávida de oito meses –, e a segunda companheira, Marisa Letícia. Os produtores, Luiz Carlos Barreto e Paula Barreto, pretendem que “Lula – O Filho do Brasil” circule o máximo possível. Nesse sentido, acordos serão finalizados para a distribuição internacional do filme – que está sendo lançado na esteira de um grande interesse pelo presidente brasileiro no exterior. “Quis fazer um filme épico, nada além disso”, declarou o diretor Fábio Barreto, durante o Festival de Brasília. Seu pai, o produtor Luiz Carlos Barreto, por sua vez, opinou: “Este filme não tem nenhum sentido eleitoreiro e sim didático”.

 

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