Publicado por: jromarq | 07/03/2010

Mensalões do tucanato: Arrudão II

Caixa de Pandora foi o nome atribuído à operação da Polícia Federal que desbaratou a quadrilha de Arruda

A organização criminosa liderada por José Roberto Arruda (DEM) responsável pelo esquema de pagamento de propina a deputados distritais e aliados, como todos sabemos, não é o primeiro escândalo em que o nome do governador do Distrito Federal, nesses últimos anos, surge seriamente implicado. Então, tentemos entender as denúncias de corrupção no governo tucano–demonista de Brasília. José Roberto Arruda é investigado pela Polícia Federal por envolvimento em um esquema de corrupção que contaminou toda a administração e a Câmara Legislativa de 2004 a 2006. O caso gangrenou a única gestão conquistada pelo DEM(O) nas últimas eleições. Como era o esquema? A quadrilha de Arruda começou a ser desbaratada com a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, que descobriu uma rede de corrupção envolvendo o governo do Distrito Federal e empresas fornecedoras que, desde 2004, pagam dinheiro para obter vantagens. O esquema funcionou ao longo das gestões de Joaquim Roriz (PSC) e na atual, de José Roberto Arruda (DEM). Vultosas importâncias em dinheiro eram usadas para financiar campanhas eleitorais e pagar por apoio político na Câmara Legislativa. Segundo a investigação da PF, parte dos recursos oferecidos pelas empresas ia parar diretamente nos bolsos do governador Arruda e de seus assessores. Os envolvidos no esquema foram filmados por Durval Barbosa, ex-assessor de Arruda, que colaborou com a PF na investigação. Na época em que ocupou o cargo de secretário de Relações Institucionais do governo, Barbosa ficara incumbido de monitorar o que, mais tarde, chamaria de “mensalão do DEM”. Ainda de acordo com a PF, o esquema repassava R$ 600 mil mensalmente a deputados e, de 2004 a 2006, R$ 56,5 milhões para campanhas eleitorais. Na divisão de todos os ganhos espúrios auferidos pelos bandoleiros 40% dos recursos ficavam com Arruda, 30% com o vice-governador Paulo Octávio – também do DEM(O) e dono de uma construtora – e 30% com a base aliada. Como podemos observar, o esquema operava com todas as principais características do crime organizado. Com a divulgação de imagens nas quais aparecia recebendo pacotes recheados de dinheiro, Arruda forjaria recibos no valor de, pelo menos, R$ 50 mil para simular a origem dos recursos de caixa dois. O governador demonista – pasmem! – com a mais absoluta desfaçatez alegaria que o dinheiro entregue a ele nas imagens, que seriam da campanha de 2006, servira apenas para “comprar panetones e brindes de Natal para creches e asilos”. A verdade é que os recursos ilegais são provenientes de contratos assinados por empresas privadas com a Codeplan (estatal que atua no setor de planejamento econômico). Durante a campanha de 2006, Durval Barbosa ocupou o cargo de presidente da Codeplan. Ele era responsável pelo sistema de informática do governo e promoveu vários contratos sem licitação considerados elevados pelo Ministério Público. No pleito eleitoral daquele ano, foi o coordenador da campanha de Arruda, que mais tarde daria a ele a Secretaria de Relações Institucionais. Vejam, logo abaixo, uma lista com alguns dos principais citados no inquérito da Polícia Federal.

Citados pela Polícia Federal

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