Publicado por: jromarq | 18/03/2010

Dilma segue crescendo

É preciso, porém, manter a vigilância democrática

Dilma cresce, Serra despenca. A despeito de toda manipulação, IBOPE não consegue escamotear o aparente desmoronamento do governador paulista em todos os cenários de pesquisa. José Serra registrou, mais uma vez, queda significativa nas intenções de voto. O tucano surge com 35% (tinha 38% em novembro de 2009); Dilma Roussef consolida ainda mais sua tendência de crescimento, atingindo 30% (contra 17% em novembro de 2009). Ocaso de Serra: o tucano despenca em todos os levantamentos. Dilma consolida crescimento: chegou aos 30% na pesquisa estimulada. Na espontânea já está com 14% (Serra tem 10%). Ciro e Marina: os dois não saem do lugar. Vai ser difícil furar o bloqueio da polarização estabelecida pelas candidaturas de Dilma e Serra. A ministra vem ganhando musculatura nas recentes sondagens. Empata tecnicamente com seu principal adversário no Sul (34% para ela e 36% para ele) e vence no Nordeste com uma diferença de 14 pontos percentuais (30% a 25%). Os candidatos estão muito próximos do limite de um empate técnico – a margem de erro é de 2 pontos percentuais. “Nas três pesquisas que fizemos até agora, é claro o aumento de intenção de voto atribuído à Dilma. Os eleitores estão percebendo mais claramente que ela é a candidata apoiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, avaliou Rafael Lucchesi, diretor de operações da CNI. Cabe mencionar também uma pesquisa do Ibope de fevereiro encomendada pela Associação Comercial de São Paulo, a qual mostrava o crescimento de Dilma e a queda do tucano. Na ocasião, Serra tinha 36% e a ministra, 25%. O deputado Ciro Gomes (PSB) aparece em terceiro lugar. Ele oscilou negativamente de 13 para 11%, enquanto a senadora Marina Silva (PV) manteve-se com 6%. Um dado extremamente relevante deve ser enfatizado. O instituto mediu o potencial de transferência de votos do presidente: 53% dos entrevistados afirmaram que preferem votar em um candidato apoiado por Lula, enquanto 10% podem votar em um nome da oposição. Outros 33% afirmam que não levarão a posição do presidente em conta na hora de votar. “É uma força significativa”, adicionou Lucchesi. Por sinal, constatação bem diferente de todas as análises feitas por “especialistas” no início do processo sucessório. Alguns dados importantes contrariam frontalmente a tese falaciosa da oposição de que o crescimento de Dilma deve-se ao “excesso de exposição na mídia“. Não obstante o fato do presidente Lula deixar claro que sua candidata é Dilma, a pesquisa mostrou que apenas pouco mais da metade dos entrevistados (58%) enxergam a ministra nesse papel. Por outro lado, Serra é o concorrente mais conhecido pela população; 65% dos entrevistados afirmam conhecê-lo. Ele também apresenta o menor índice de rejeição (25%), e, mesmo assim, vem despencando em todos os levantamentos. Já Dilma é conhecida por 44% dos entrevistados. Entretanto, mantém-se numa tendência sólida e inelutável de crescimento. Além disso, a rejeição ao nome da ministra caiu fortemente para 27%. O número equivalia a 41% na pesquisa anterior. Portanto, Dilma lá!

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