Publicado por: jromarq | 20/05/2010

A retórica biruta

O terrorismo dialético dos
opositores de Dilma e Lula
 

É deprimente o discurso contraditório dos opositores do governo do presidente Lula e da candidata do PT à presidência da república, Dilma Rousseff. Quando os indicadores de crescimento arrefecem, criticam de maneira feroz, implacável, cobrando aceleração e mais interferência do Estado; agora, com as excepcionais previsões de expansão do PIB para algo em torno de 7% a 7,5% até o final de 2010, resolveram promover em meio à opinião pública um verdadeiro terrorismo retórico, exigindo corte de gastos e muitos, até, cobrando elevações maiores da famigerada taxa de juros Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia). Em outras palavras, é a clássica atitude “biruta”, muito oportunamente, lembrada por Dilma. O que estarrece é que os sujeitos compostos e muito bem determinados dessas orações altamente falaciosas são sempre os mesmos: Demóstenes, Agripino Maia, J Arruda, ACM Neto (esse, então!), Kassab, J Serra, FHC… De fato, são figurinhas carimbadas do mesmo álbum deprimente e abominável. Estão, sorrateiros, de soslaio, nos escaninhos mais sórdidos dos bastidores da politicagem, a tramar, a engendrar com “invejável” pertinácia mais um golpe contra a democracia e o Estado de Direito (termos e princípios com os quais os referidos “senhores” não estão habituados a lidar). Uns porque são a manufatura odiosa, os rebentos, as próprias criaturas de um passado político assombroso e execrável; alguns porque esqueceram os seus escritos; outros tantos porque sempre serão aquilo o que melhor lhes aprouver, dependendo das circunstâncias e das oportunidades.

O terrorismo dialético dos
opositores da paz entre as Nações

E por falar em posturas tendenciosas, manipulações dialéticas e argumentos falaciosos, é oportuno comentar um pouco mais sobre o êxito de nossa política externa no Irã. As vozes reacionárias de sempre se insurgiram, sobretudo no Brasil, polemizando de modo esdrúxulo e improcedente o acordo. Os mais inacreditáveis despautérios, os mais insanos absurdos, as mais absolutas bobagens têm ecoado nos últimos dias, aludindo à questão (“Teerã não cumprirá o acordo”, “Os norte-americanos estão receosos”, “A ONU deve recrudescer o discurso das sanções”, e assim por diante. Portanto, coloquemos os pingos nos devidos “is”. A grande verdade é que a diplomacia brasileira portou-se de maneira irrepreensível; Teerã, pela primeira vez, assinou um documento oficial sobre seu programa de energia nuclear: agora, a bola está com a Casa Branca. Se Washington, novamente, mantiver na ONU a costumeira atitude hostil e beligerante (sem fundamento lógico), reforçará sua imagem totalitária, prepotente. Presumindo-se que a Casa Branca realmente decida desconsiderar o acordo Brasil/Irã/Turquia, assumirá perante à opinião pública internacional a seguinte intenção: “Queremos expandir nossos domínios, transformando o Oriente Médio numa base militar geopoliticamente avançada, e ponto final”. Quanto à ONU, se capitular, outra vez, aos ditames dos EUA, de maneira cabal evidenciará seu caráter de foro exclusivo dos propósitos esconsos do Tio Sam (é sempre bom ressaltar, que o organismo foi criado após a segunda guerra mundial sob a liderança imperativa dos próprios norte-americanos).

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