Publicado por: jromarq | 30/05/2010

Ocaso tucano, segundo Barbosa

O sombrio potentado pessedebista, além de escorregadio, infame e tortuoso, pode ser muito mais efêmero do que o imaginado

O ex-secretário de Relações Institucionais do GDF (Governo do Distrito Federal) Durval Barbosa, responsável pelas denúncias relativas ao megamensalão tucano-demonista, revelou formalmente à imprensa que o presidente nacional do DEM, o deputado federal carioca Rodrigo Maia (filho de César Maia), é um dos beneficiários do gigantesco esquema de corrupção montado pelo governador cassado (ex-Dem, ex-tucano) José Roberto Arruda: “O acerto do Rodrigo era direto com o Arruda”, afirmou taxativamente Barbosa; em outras palavras, o dinheiro era “depositado” diretamente nas cuecas, ou melhor, nas contas do R Maia. Autor dos vídeos que propiciaram a derrocada de JR Arruda, Barbosa afirmou que a participação do presidente nacional do DEM é uma das vertentes da nova fase das investigações, com as quais vem colaborando através de um acordo de delação premiada estabelecido com o Ministério Público Federal. “O Ministério Público vai pegar”, afirmou, referindo-se à participação de Rodrigo Maia no desvio de dinheiro do governo do Distrito Federal. O ex-secretário também acusou o restante da base aliada do então “governo” Arruda (PSDB, PPS…) de receber milhões em pagamentos mensais do esquema. Barbosa concedeu entrevista à imprensa na quarta-feira à noite. A cota mensal do dinheiro desviado dos cofres públicos era entregue ao presidente do diretório do DEM no DF, o deputado federal Tadeu Filippelli. “Filippelli recebia R$ 1 milhão por mês”, afirmou Durval. “Inclusive tem um áudio sobre isso”, acrescentou de maneira incisiva. O ex-secretário ainda não forneceu detalhes sobre os pagamentos ao DEM e demais aliados, alegando que o acordo de delação premiada o impede de falar a respeito de assuntos de relevância vital às investigações. Contudo, Barbosa deixou bastante claro que está informando absolutamente tudo o que sabe ao Ministério Público e à Polícia Federal (“E, nesse momento, as penas do tucano se eriçaram, sobretudo, em terras paulistas…”). Inquirido a respeito do que tem agregado às investigações da Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela PF em novembro do ano passado, num primeiro momento Durval fez mistério. “Vem muito mais por aí”, declarou. Logo em seguida, vaticinou mais uma vez: “Mais uns 60 vão ser presos”. Reparem que o sujeito proferiu tais assertivas no mesmo instante em que entregava o nome do presidente do DEM, principal partido da base de apoio da candidatura tucana à presidência. Ao afirmar, em tom ameaçador, que “mais uns 60” irão, num futuro muito mais próximo do que se imagina, visitar a “ala das sumidades” na detenção da PF, Barbosa deixou escapar nas entrelinhas o seguinte recado: “E olha que o Arruda ainda nem começou a abrir o bico”. Rodrigo Maia, um dos maiorais do Democratas; DEM, o principal alicerce político da base de apoio de J Serra; Aécio, quer o Serra, de preferência, na Sibéria; Tasso, prefere visitar o DEM(O) a ser vice na chapa do Serra… Pelo visto, o sombrio potentado pessedebista, além de escorregadio, infame e tortuoso, é muito mais efêmero do que o imaginado. Será o início do ocaso tucano? Tudo indica que sim.

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