Publicado por: jromarq | 28/06/2010

Dilma é a cura!

É imperativo manter em mente que eleger
Dilma significa muito mais do que consolidar
a continuidade das mudanças estruturais conquistadas em nosso país

O dantesco épico Gangues de Nova York, protagonizado por Leonardo DiCaprio, ambienta-se em plagas ianques nos idos de 1840 a 1860, relatando a maneira como gangues rivais (italianos, irlandeses) e máfia surgiram na cidade de Nova Iorque. De fato, a produção dirigida por Martin Scorsese integra o “seleto” grupo da filmografia psicótica hollywoodiana, constituindo-se em mais um ato falho roteirístico da indústria cinematográfica estadunidense que, propondo-se a fomentar o mercado internacional do entretenimento, acaba expondo as chagas, as entranhas purulentas da formação antropológica e cultural do chamado “modo de vida norte-americano”: guerras, genocídios, violência contumaz e patológica, corrupção, política rasteira, crime organizado e desorganizado, decadência, estupidez. Neste momento poderão perguntar: “Mas que relação tudo isso tem com a campanha de Dilma Rousseff à presidência da república?”. Nada e tudo ao mesmo tempo. Nada, porque Gangues de Nova York é apenas uma obra ficcional; tudo, porque o texto subliminar que brota, sobejamente, do roteiro inspirado no livro de Herbert Asbury, apresenta, a quem estiver mais atento, uma relação intrínseca com a estrutura decrépita de poder na qual assenta-se o tucanato de FHC, J Serra e companhia ilimitada (Dantas, Robson, kassab, ACM Neto, Yeda, Azeredo, Arruda, Demóstenes, Agripino…). No diabólico mundo das gangues nova-iorquinas do século XIX, assim como no abominável universo da politicagem tucano-demonista, tudo é permitido: a lei transforma-se num conceito bastante flexível que sempre favorece os mais poderosos, a estrutura política e seus quadros estão a serviço daqueles que detêm o poder econômico, o crime organizado e desorganizado entressacha-se com negociantes e empresários, a mídia transforma-se em instrumento particular de propaganda política espúria, a violência (implícita ou explícita) é gratuita, vige a corrupção com seus agentes (corruptos e corruptores) chafurdando na mais absoluta impunidade. Notamos, com bastante clareza, que a virulência presente em ambas as estruturas é igualmente feroz, incontrolável. Tucanos atraem demonistas, que atraem mais tucanos, que atraem mais demonistas. O nefando círculo vicioso precisa ser interrompido; o vírus do tucanato (no poder ou não) tem sido destrutivo e pode ser letal. Entretanto, a candidatura da companheira Dilma avança de maneira avassaladora, e, assim como no futebol (já que estamos em época de Copa), o momento é de absoluta concentração. Não podemos nos dar ao luxo de cometer erros estratégicos que possam municiar o adversário. É imperativo manter em mente que eleger Dilma significa muito mais do que consolidar a continuidade das mudanças estruturais conquistadas em nosso país. Na verdade, a eleição de Dilma assegura a manutenção do processo gradativo de conquista da unidade, do equilíbrio político-institucional entre as Américas. Dilma na presidência do Brasil significa libertar a mulher da escravidão velada de nossa sociedade hipócrita e machista. Dilma presidente representará o esteio do último fio de lucidez no intricado tabuleiro do xadrez geopolítico internacional. J Serra representa o extremo oposto de todos esses valores. O vírus do tucanato pode ser perverso e destrutivo, porém Dilma é a cura.

  O AVIÃO DO MEGAMENSALÃO

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