Mídia Golpista

 

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Diuturnamente, através da mídia – definitivamente a “mídia golpista” que, a qualquer custo, pretende desqualificar o discurso, não apenas do PT, mas da esquerda de um modo geral, para tanto empregando velhas táticas maquiavélicas dignas do mais solerte dos generais da ditadura militar; aqueles que defendiam a tese de que era preciso “dividir para conquistar” –, tenho assistido, abismado, a um abominável espetáculo de aberrações retóricas recheadas com argumentos falaciosos, cujo tempero principal permeia o sofisma com a extrema estultice. E por mídia, nesse caso, não devemos considerar apenas as ferramentas tradicionais de comunicação (jornais, revistas, rádio, televisão), mas, também, as redes ciber-interativas da internet. Ferramenta poderosa, ambiente profícuo aos debates plurais e verdadeiramente democráticos, a internet vem sendo, gradativamente, instrumentalizada, ao meu modo de ver, por reacionários astutos que se apresentam com perfis duvidosos, travestidos com o cínico manto da defesa da ética, da moral e dos bons costumes; hipócritas que se colocam num confortável “meio-termo” que lhes permite abstrações ilógicas e distanciamentos estratégicos; antidemocratas que se utilizam da internet como ferramenta para divulgar suas idéias e, ao mesmo tempo, defendem a suposta “necessidade” de regulamentação da web para coibir a atividade daqueles que defendem outras correntes de pensamento. Protesto: “Viva a internet livre; praça mundial da verdadeira democracia!”. Cometem, portanto, um inequívoco ato falho revelando sua verdadeira essência autocrática favorável à censura e ao controle da livre expressão. Assim, nesses dias nevoentos, vi a senhora Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, ex-funcionária pública de quinta categoria (exonerada de suas funções por falta de qualificação técnica) elevada ao posto de celebridade mor do senado com o vil propósito de cumprir o papel do carrasco incumbido de “implodir” a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência. Contudo, o discurso foi superficial; o discurso foi vazio, improcedente e contraditório: o carrasco transformou-se em fiasco, o “tribunal da santa inquisição política” transformou-se num picadeiro deprimente e ensandecido. Vi o conglomerado de comunicação da família Marinho (TV Globo) dedicando um amplo espaço na divulgação da tosca audiência de Lina Vieira na CCJ e, num passado bastante recente, omitir-se de maneira tendenciosa nos casos gravíssimos das falcatruas do governo Serra (PSDB) com as multinacionais Alstom e Siemens (entre outras). Vi o senador demonista, Demóstenes Torres, arvorando-se à posição de impoluto inquisidor, afrontando um dos heróis de nossa resistência democrática, o senador Aloizio Mercadante, como se Demóstenes não pertencesse ao partido que já foi a Arena (sustentáculo da ditadura militar). Vi a ex-companheira Marina Silva abandonar o barco, em plena tempestade, alegando, após mais de 30 anos de militância, “falta de condições políticas para defender a causa ambientalista”, mas, ao mesmo tempo, filiando-se ao PV que, sistematicamente, vem compondo com o Serra e o Kassab (PSDB/DEM); a mesma Marina que, agora, é copiosamente elogiada e defendida por Dom FHC (curioso, não?!). Como pretende a senadora defender a ética e o ambientalismo sob as abas tucano-demonistas; legendas envolvidas, até o pescoço, em falcatruas e negociatas com grandes multinacionais e grupos financeiros do exterior (Alstom, Siemens, banco Societe Generale, etc.)? Vi o senador Aloizio Mercadante – honrado, combativo e proficiente – execrado, através da mídia golpista, por ter, democraticamente, composto com a posição da maioria da bancada da legenda (PT) que ajudou a criar e, por meio da qual, foi outorgado senador inúmeras vezes. Vi, portanto, o reacionarismo ainda latente em nosso meio, a contradição, a falta de coerência, o cinismo, a dissimulação a estupidez e a hipocrisia. Vi, apreciei e concluí: 2010 se aproxima e o Tucanato, em desespero, percebe a possibilidade de retorno cada vez mais distante; carentes de argumentos críticos sólidos que possam ser empregados como plataforma, como bandeira oposicionista recorrem, então, ao denuncismo vazio e improcedente. Nada pode ser dito, efetivamente, contra as políticas sociais do atual governo que retiraram da linha de miserabilidade absoluta mais de 40 milhões de brasileiros; nada pode ser dito contra a política macroeconômica que foi capaz de preservar consideravelmente o país diante de uma crise financeira internacional severa, implacável; nada pode ser dito contra o PAC que, mesmo enfrentando obstáculos ingentes e interesses contrários, está reformulando e modernizando nossa infra-estrutura de produção; nada pode ser dito contra as inúmeras ações e diretrizes relativas à preservação do meio ambiente implementadas através da pasta do Meio Ambiente do companheiro Carlos Minc. Nada, óbvio, que possamos considerar de maneira séria e consubstanciada. Desse modo, a “oposição” está totalmente destituída de bandeiras; em outras palavras, não tem lastro argumentacional sólido o bastante para confrontar as incontáveis realizações do governo Lula com a suprema decepção e ineficácia do governo tucano anterior de Fernando Henrique Cardoso – sim, porque esse será o debate central em 2010. Então, para tucanos e demonistas, resta como estratégia o denuncismo; denuncismo que podemos, facilmente, explicar com o resultado da pesquisa Band/Vox.

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Na pesquisa Dilma surge na segunda colocação com 21% das intenções de voto, aproximando-se de forma definitiva de Serra. Ficou evidente a razão da falta de conteúdo das “acusações” no picadeiro da CCJ protagonizado por Lina Vieira; não há mais como negar a tentativa escancarada da oposição de minar a candidatura de Dilma com tais estratagemas. O motivo é político. Pior: político-eleitoral. Os adversários da ministra Dilma estão desesperados; perceberam que os eleitores começam a associar sua imagem com o sucesso inquestionável do PAC – a pesquisa denota de maneira bastante clara essa tendência. Dois dados relevantes sobre o levantamento devem ser ressaltados ainda: primeiro, o fato de que, somados, os candidatos representantes da esquerda (Dilma, Ciro Gomes e Heloísa Helena) atingem 50% das intenções de voto; segundo, 20% dos entrevistados não souberam responder, anulariam os votos ou estão indecisos. Podemos, em princípio, extrair duas conclusões. De um lado, se houvesse um mínimo de convergência entre os vários grupos que compõem a esquerda no Brasil, a eleição de um candidato representativo estaria praticamente garantida no próximo ano já no primeiro turno (e conseqüentemente a continuidade do projeto de mudanças do governo Lula); de outro, 20% de massa eleitoral para serem ainda conquistados constitui um universo de margem de manobra bastante amplo a ser levado em conta pela futura coordenação de campanha da ministra Dilma. O desespero da “oposição” é enorme. Portanto, na mesma medida, Dilma Rousseff deve se preparar para o recrudescimento dos ataques advindos, sobretudo, de tucanos e demonistas.

PESQUISA BAND/VOX POPULI http://www.band.com.br/jornalismo/brasil/conteudo.asp?ID=167124 

MAIS  >>  A malevolência da mídia golpista :: Com os olhos bem abertos :: Resgate da memória política :: Reaça talk show  :: Tudo explicado! :: Resposta à Jovem Pan :: A culpa é de São Pedro 

Responses

  1. Criminalização dos Movimentos Sociais
    Pelo Judiciário e pela mídia.
    Uma dura luta vem sendo travada, mesmo durante o regime militar, pelas organizações populares, na tentativa de reconhecimento pela sociedade da importância da participação popular num regime democrático de liberdade, essa difícil luta é travada em confronto com a poderosa mídia, que em geral usa das concessões de radio e TV, não para informar, para buscar o bem comum, mas sim para inculcar no pensamento popular uma ideologia discriminatória, com propagandas fascistas, lembrando até os inquisidores da era medieval, cria um paradigma na mente coletiva a ponto de aterrorizar setores da sociedade, levando-a, a apoiar um processo de criminalização, de todo ato que de uma forma ou outra, afeta seus privilégios, essa propaganda mesmo embasada em falsas teses, influencia gravemente a análise critica e consciente do cidadão, influencia até decisões Judiciais, contra qualquer movimento social A imprensa e a justiça nos anos 60, criminalizaram os movimentos, estudantis, sindicais, políticos, campesinos, ambientalistas, e quando havia qualquer mobilização, imediatamente a mídia se prontificava a apresentar em seus noticiários como ato de vandalismo, de baderna, levando à uma exigência de rápida condenação pelo judiciário desses movimentos.

    Os brasileiros, militantes dos movimentos sociais, não desiste nunca.
    A LUTA CONTINUA.


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