A malevolência da mídia golpista

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“A entrevista concedida pelo presidente do Ibope Carlos Augusto Montenegro à revista Veja (edição 2127, de 26/8/2009) bate de frente com o rochedo da verdade, lançando uma nuvem de suspeita sobre os rigores científicos de futuras pesquisas, seus modelos matemáticos e estatísticos. Ao afirmar que sem o surgimento de novas lideranças no PT e com a derrocada de seus principais quadros, o presidente se empenhou em criar um candidato, que é a Dilma Rousseff. Mas isso ocorreu de maneira muito artificial. Ela nunca disputou uma eleição, não tem carisma, jogo de cintura nem simpatia, Montenegro incorreu em erro primário. Ou o narcisismo excedeu os limites toleráveis, ou a má-fé já não se preocupa em vestir disfarces”. (Fonte: Site Oficial do PT).

O termo “mídia golpista” tem sido muito empregado; ora de maneira procedente e fundamentada, ora de modo esconso e tendencioso. No segundo caso, por “pensadores” oposicionistas que insistem em recorrerem às velhas táticas de comunicação de massa engendradas pelos “doutos” reacionários que partem do pressuposto de que é preciso confundir e desinformar para se impor e conquistar adversários e inimigos. Não devemos, contudo, ser incautos a ponto de imaginar que mídia golpista constitui apenas uma entidade física, tangível; passível de ser descrita objetivamente ou representada por símbolos e grafismos dialéticos. Em outras palavras, o conceito de golpismo midiático não deve ser entendido somente por manifestações tutoriais exercidas pelos veículos de comunicação formalmente conhecidos (televisão, rádio, jornais, revistas e alguns grupos imiscuídos na internet). O golpismo midiático adquiriu status de conceituação filosófica, transformando–se em valor semântico de caráter comportamental; ou seja, representa, hoje, os “anseios” do grupo daqueles que rejeitam de maneira peremptória o governo popular democrático do presidente Lula. Aqueles que, portanto, não hesitam ao disseminarem o engodo, a farsa e a desinformação. É assim que escândalos de proporções incomensuráveis envolvendo políticos tucanos com poderosas corporações multinacionais (Alstom, Siemens, etc.) – falcatruas que, comprovadamente, já lesaram o erário em vários bilhões de reais – são “divulgados” de maneira discreta, passando despercebidos perante os ofuscados olhos da opinião pública. Na mesma linha “editorial” o verdadeiro esgoto a céu aberto em que se transformou a gestão da tucana Yeda Crusius (roubo no Detran gaúcho, desaparecimento enigmático de assessores, etc.), transforma–se, convenientemente, em pauta de última prioridade. É desse modo que se tentou incutir na mente da população a idéia de que o Brasil seria um dos primeiros países a sucumbir diante da crise financeira internacional criada pelo setor imobiliário nos EUA; pois bem, o país não apenas permaneceu com seus fundamentos macroeconômicos absolutamente sólidos e intactos, como foi um dos últimos a serem afetados e um dos primeiros a saírem da crise. O Brasil, rapidamente, voltou a crescer e a gerar empregos (para o próximo ano, está prevista uma taxa de crescimento equivalente à 4,5%); ainda este ano haverá crescimento do PIB (produto interno bruto) e superávit na balança comercial. De fato, ocorreu exatamente o oposto de todas as funestas previsões dos pseudo–especialistas em economia instrumentalizados pela mídia golpista. Não podemos esquecer do Bolsa Família (o programa social de maior sucesso do governo, reconhecido e adotado internacionalmente como modelo em termos de diretrizes e ações eficazes e produtivas na área social) que retirou da linha de miserabilidade absoluta mais de 40 milhões de brasileiros, mas que, mesmo assim, não tem “merecido” mais do que alguns míseros segundos de divulgação – sempre com uma abordagem crítica exorbitante e tendenciosa. Há, ainda, o famigerado episódio da senadora Marina Silva que cometeu o brutal equívoco de trocar de sigla partidária para se candidatar à presidência da república (trocou o PT pelo PV), ou seja, trocou Lula por Dom FHC (aliás, não é por acaso que tem sido sobejamente elogiada pelo “príncipe” do tucanato). Imediatamente, óbvio, a mídia golpista, de maneira sórdida e dissimulada, passou a adotar o discurso de que a senadora é a mais nova “heroína” nacional: tem espaço diuturno nos noticiários globais, já foi entrevistada pelo Jô Soares, e, recentemente, foi definida – pasmem! – como “santa” por um tal de José Nêumanne Pinto, através de um inflamado comentário político proferido na rádio Jovem Pan. Qual o propósito de tal estratégia? Frear a tendência de crescimento da candidatura da ministra Dilma Rousseff, provocando cisão e confronto precoces nos vários grupos e correntes de pensamento de esquerda do país. Portanto, o golpismo midiático se ocupa de insuflar a opinião pública contra a esquerda; é “versado” na retórica voltada à desqualificação de programas sociais; defende, ferrenhamente, a volta do tucanato; quer o retorno das privatizações espúrias; quer entregar o pré–sal às grandes corporações multinacionais do setor; pretende arrendar e lotear a Amazônia brasileira; enfim, é contrário aos verdadeiros interesses do povo brasileiro. A mídia golpista não é sofisma, é fato; e, muito mais do que fato, o golpismo midiático é norma de conduta, bandeira infame da intolerância e reacionarismo crônicos, contumazes.

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