Publicado por: jromarq | 22/09/2012

A essência do verdadeiro e único mensalão de Dom FHC

Não me submeto à suprema e desmedida tutela desse judicialismo tupiniquim que tudo pode e a ninguém deve explicações. Não acredito nesse modelo “democrático” estadunidense que pretendem instaurar em nosso país. A voz do povo deve determinar os destinos de uma sociedade, e não as mentes tortuosas de uma casta de colegiados

Nesses dias em que, literalmente, vivemos sob a tutela de um esquizofrênico “Estado judicialista” que desconsidera o equilíbrio e a autonomia (determinados pela Constituição Federal) que devem existir entre os três poderes da República (Executivo, Legislativo, e Judiciário); nesse inquietante e perturbador momento em que velhos e reacionários caciques, apensados em publicações espúrias da imprensa golpista, tentam macular a honra, a conduta ilibada do maior Estadista de nossa história republicana, Lula, torna-se mister uma breve reflexão sobre nosso recente passado político.

 A data: os idos de 1997. O esquema de compra de votos de deputados federais com o propósito de aprovar a emenda da reeleição estava em pleno vapor e enredava total e perigosamente cúpula e governo tucanos no primeiro mandato de FHC. Nesse período, gravações obtidas por inúmeros órgãos de imprensa envolviam o, então, ministro das Comunicações Sérgio Motta e ainda revelavam que o deputado João Maia (PFL-AC, atual DEM), por exemplo, era um dos parlamentares que vendiam o voto. Nas gravações, Maia chegou a dizer que recebeu R$ 200 mil para votar em favor da nefanda emenda que acabaria possibilitando a reeleição de Fernando Henrique Cardoso. O deputado revelou, também, que a barganha pelo voto previa receber R$ 200 mil do governo federal e outros R$ 200 mil do governo do Estado do Acre. O dinheiro usado na operação, segundo Maia, fora providenciado pelo governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL, atual DEM), e pelo ministro tucano Sérgio Motta (PSDB). Entretanto, não obstante os fatos cabais evidenciados pelo conteúdo das gravações, Motta, sistematicamente, recusava-se a prestar qualquer tipo de esclarecimento à opinião pública sobre o caso. Segundo o tucano, “Não tinha nada para ser debatido. Não havia denúncia concreta“, repetia com insistência.

Contudo, apesar de todos os fatos e suspeitas revelados, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado da época simplesmente recusou-se a deferir um requerimento do senador José Eduardo Dutra (PT) para que os debates relativos à emenda fossem suspensos, ao menos, até o final das apurações sobre o caso. E mais. Por meio de manobras regimentais soturnas, os governistas (PSDB e PFL, atual DEM) conseguiam derrubar todas as emendas propostas pelos demais membros do senado. De acordo com as gravações, a votação da emenda da reeleição fora precedida por uma imensa operação de aliciamento de deputados por parte das lideranças governistas no Congresso, e (ainda segundo João Maia), a ponta do esquema era o deputado Pauderney Avelino (PFL, atual DEM). “Esse dinheiro é do Amazonino. Promessa do Pauderney aqui. No nosso corredor aqui, falou em 200 paus. Via Serjão“, palavras de João Maia constantes nas gravações. O sombrio “Serjão” citado por Maia, era o ministro tucano e líder do governo de FHC Sérgio Motta. O mais estarrecedor em todo esse caso é que, a despeito do vigoroso esforço do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) que chegou, naquela época, a reunir mais de 123 assinaturas na câmara dos deputados, as tentativas de instalação da CPMI da Reeleição foram categórica e implacavelmente aniquiladas pela base governista de Dom FHC. Era, portanto, o sepultamente da CPMI do verdadeiro e único mensalão (engendrado, articulado e implementado durante o primeiro mandato do ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso); fora um brutal, um fatídico golpe na imperiosa necessidade de depuração de nossa jovem e inocente Democracia.

O artigo peçonhento

Agora, Dom FHC ressurge de seus próprios escombros destilando rancor em mais um “artigo” peçonhento. Na verdade, o ex-presidente Henrique Cardoso não passa de um farsante ignóbil e despeitado. Venhamos e convenhamos, um político que afirma – com todas as letras! – que “a opinião do povo não tem a menor importância“, um escritor que declara publicamente que “todos podem esquecer o que escrevi no passado” (cabe salientar que existe uma grande diferença entre rever posições mediante reflexão e autocrítica e assumir de forma torpe estelionato literário) não pode ser levado a sério. Cardoso passou todo o primeiro mandato engendrando, tramando a emenda da reeleição, através de um gigantesco esquema de compra de votos (O VERDADEIRO MENSALÃO), e, de modo abjeto, novamente fraudaria os interesses do povo brasileiro ao dispor do segundo mandato para leiloar criminosamente o Estado com a famosa PRIVATARIA TUCANA, lesando de maneira profunda e severa o erário. FHC, em seu mais recente e infame artigo, insiste, ainda, em empregar arcaicos e patéticos estratagemas maquiavélicos (no “melhor” estilo durkheimiano) numa tentativa tosca de provocar cisão na inabalável e incondicional relação política e de amizade existente entre Dilma e Lula. É evidente que Dom Cardoso pouco entende de política (e de amizade, coisa alguma!) ou jamais iria submeter-se a tamanho ridículo. No fundo – e também no raso – de tão descomunal manifestação pública de fanfarrice estão antigos e recentes sentimentos de inveja remoídos sob o implacável tempero da arrogância, da afetação. Aqui, limitar-me-ei a recordar um desses episódios: uma das inumeráveis honrarias recebidas pelo nosso eterno Presidente Lula, que “Em Genebra, na 40ª edição do Fórum Econômico de Davos, foi homenageado como o ESTADISTA GLOBAL“. Ora, esse pomposo sociólogo não tem envergadura moral, não está investido da menor legitimidade ética para, sequer, varrer o chão por onde, eventualmente, Lula tiver transitado. O ex-presidente Tucano possui “telhado de vidro”. FHC não tão somente enterrou a CPMI do mensalão em seu “governo” como, cinicamente, criou uma “corregedoria interna” com o suposto propósito de realizar auto-investigações: o supra-sumo do escárnio (que não chega a surpreender, partindo de um cidadão para o qual a opinião pública não tem a menor importância).  Ora, supremos magistrados que se alimentam diuturnamente nas fontes abundantes da mídia golpista… Não reconheço o chamado quarto poder arrogado pela imprensa elitista; não me submeto à suprema e desmedida tutela desse judicialismo tupiniquim que tudo pode e a ninguém deve explicações. Não acredito nesse modelo “democrático” estadunidense que pretendem instaurar em nosso país. A voz do povo deve determinar os destinos de uma sociedade, e não as mentes tortuosas de uma casta de colegiados.

Ressurgindo dos próprios escombros…

Publicado por: jromarq | 19/09/2012

Porque São Paulo merece!

Haddad representa o novo; novas idéias, nova gestão: novos ares! Haddad representa mudanças; Haddad representa avanços, mas avanços efetivos, não apenas palavras vazias, sem conteúdo ou significado

Sendo assim, por que Fernando Haddad? O cidadão: Haddad, professor em Ciência Política, bacharel em Direito, mestre em Economia e doutor em Filosofia. Contudo, o brilhantismo acadêmico não constitui o principal pré-requisito a, seguramente, credenciar o candidato do Partido dos Trabalhadores para assumir o comando de uma das maiores metrópoles do Planeta: a megalópole, a “megaproblemática” São Paulo que todos, quase sempre, amamos. O gestor humano: como Ministro da Educação nos governos Lula e Dilma, através do ProUni, Haddad propiciou o acesso a mais de um milhão de estudantes de baixa renda ao ensino universitário; membro ativo da equipe de governo da administração de Marta Suplicy como prefeita de São Paulo, ajudou a desenvolver e implementar projetos de interesse social vitoriosos como os CEUs – Centros Educacionais Unificados e o Bilhete Único (ação que revolucionou e modernizou a gestão do sistema de transporte coletivo da capital paulista). De fato, apenas falar ou escrever sobre Haddad, sobre seus feitos e qualificações também não é o bastante, não exprime de maneira exata o privilégio que seria viver em São Paulo, tendo-o com prefeito. Vamos ouvi-lo, então, no vídeo gravado no congresso da UNE realizado em Goiânia, 2011. São alguns parcos segundos.  O voto: se você, como eu, já decidiu votar em Haddad certamente sentir-se-á jubiloso por haver tomado a decisão correta. Entretanto, se ainda não decidiu (ou mesmo se tiver optado por alguma candidatura adversária), após assistir o vídeo aqui sugerido, no mínimo, pensará mais um pouco sobre o que fazer com o seu voto. Não tenho “bola de cristal”, portanto, não conheço o resultado final da eleição para prefeito da alterosa capital bandeirante. Digo apenas o seguinte: “Voto no Haddad e, apenas por essa razão, já me sinto inteiramente vitorioso”.

Publicado por: jromarq | 24/08/2012

E agora, um protesto…

Que todos ardam no “inferno” do obscurantismo inexoravelmente reservado à boçalidade, por enquanto, predominante

Abaixo a hipocrisia; abaixo o preconceito; abaixo o racismo; abaixo o pensamento neonazista que perpassa, sorrateiro, as penumbras sombrias das esquinas do reacionarismo contumaz e arraigado na “cultura” ocidental, com toda perfídia, sordidez e vilania de seus meios de “comunicação de massa”; abaixo as condutas tendenciosas e desleais; abaixo o implacável, imundo e corrupto judicialismo tupiniquim; abaixo a gangue dos togados que defende banqueiros corruptos e persegue cidadãos honrados; abaixo todas as formas de intolerância; abaixo os golpes midiáticos aleivosos e repugnantes; abaixo os atentados diuturnos e ferozes contra a democracia, contra a liberdade de expressão na internet; abaixo os teólogos (de ocasião ou “profissionais”) todos, porém, politiqueiros e mercenários pomposamente incrustados em suas inumeráveis denominações orientadas por padrões dogmáticos herméticos em tese, mas bastante flexíveis quando lhes convém; abaixo a indústria do imaginário, a sociedade do espetáculo com suas medonhas telenovelas (pejadas de manipulação ideológica direitista) e seu irracional marketing “psicofágico”; abaixo o chamado pensamento neoliberal que está arruinando o planeta (nossa única e verdadeira morada!). Abaixo, portanto, veículos de “comunicação” como Veja, Globo, Grupo Folha, Estadão, etc., que, há décadas, sugam o erário de maneira espúria, e ainda têm a ousadia de vir a público arrogando honestidade e conduta ilibada (todos hipócritas, cínicos e falso moralistas). Que todos ardam no “inferno” do obscurantismo inexoravelmente reservado à boçalidade, por enquanto, predominante.

Publicado por: jromarq | 23/08/2012

Por que a imprensa golpista odeia Dirceu?

Por que a velha mídia (principalmente a Globo) odeia José Dirceu? Antes de Dirceu a Globo ficava com 80% das verbas publicitárias do governo. Não é curioso?!  Abaixo, as doze razões pelas quais a oligarquia midiática brasileira odeia José Dirceu 

    1. Foi Dirceu, quando Ministro da Casa Civil, (chefe do Gushiken), que deu a ideia de se regular as mídias. Criar uma Ley De Medios, e a Globo não perdoa.
    2. Foi Dirceu que acabou com a farra da Globo. Antes de Lula, toda a verba de publicidade do governo era dividida somente entre 499 veículos.
    3. E para cada R$ 1,00 de verba publicitária do governo, a Globo ficava com R$ 0,80 (80%).
    4. Dirceu redistribuiu a verba publicitária do governo entre quase 9.000 veículos. Antes eram só 499. Agora, Globo só recebe 16% do total.
    5. Foi ideia do José Dirceu criar o Ministério das Cidades que acabou com o poder dos coronéis locais. Oposição e velha mídia não perdoam.
    6. Foi Dirceu quem acabou com a farra dos livros didáticos que eram publicados pela Editora Abril e Fundação Roberto Marinho.
    7. Foi Dirceu que articulou e viabilizou a governabilidade do governo Lula.
    8. Foi Dirceu que BARROU Demóstenes de ser o Secretário Nacional de Justiça. Demóstenes e Cachoeira se juntaram para ferrar Dirceu.
    9. Por que Dirceu sofre perseguição do Ministério Público? Em 2004, foi ideia de Dirceu de se criar um controle externo sobre o MP.
    10. Por que Peluso não gosta de Dirceu? Márcio Thomaz Bastos indicou a Lula o nome de Peluso para o STF. Dirceu barrou. Márcio Thomaz Bastos forçou a barra.
    11. Dirceu, quando Ministro Chefe da Casa Civil, fechou as portas do BNDES à mídia: “dinheiro só para fomentar desenvolvimento, jamais pagar dívidas“.
    12. Dirceu fez o BNDES parar de financiar as privatizações e deixar de ser hospital para empresas privadas falidas.

Fonte: blog ComTextoLivre

Publicado por: jromarq | 22/08/2012

Gurgel, o exterminador de processos tucanos!

Roberto Monteiro Gurgel Santos, “Procurador-geral da República” (intrépido paladino do tucanato), incrivelmente é o homem que se regozija na posição de algoz de alguns de nossos inestimáveis heróis da democracia. Além das acusações no esquema Cachoeira, existem provas da participação de Gurgel na paralisação de outros processos envolvendo PSDB e DEM. Reler o texto abaixo (novojornal.com, maio/2012) é imperativo para começar a entender o circo dos horrores em que se transformou o chamado julgamento do mensalão

Diante do crescente rumor da possível apresentação do pedido de impeachment do procurador- geral, Roberto Gurgel, perante o Senado Federal, assunto que vem sendo debatido nas reuniões ocorridas nos últimos dias em Brasília, tanto entre os integrantes do Congresso Nacional (Câmara e Senado) que defendem a presença de Gurgel para depor perante a CPMI do Cachoeira, como da alta cúpula do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria Geral da República com integrantes da bancada do PSDB no Senado.

Em busca de resposta da real possibilidade legislativa da instalação deste procedimento, Novojornal consultou constitucionalistas e assessores da área no Senado apurando que realmente o maior risco que ronda o procurador-geral, Roberto Gurgel, não tem relação com seu depoimento na CPMI do Cachoeira e sim da instalação do processo para seu julgamento perante o Senado Federal. Sua convocação para comparecer perante a CPMI do Cachoeira serviria apenas de instrumento para estabelecer o contraditório e caso negada pelo Supremo, criar ambiente propício para o impeachment.

O Senado Federal possui função de exclusiva competência, como descrito no Art. 52 da Constituição Federal, ou seja: Processar e julgar: Presidente da República, Vice Presidente, Ministros do Supremo Tribunal Federal, Membros do Conselho de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, Procurador-Geral da República, Advogado-Geral da União e, nos crimes conexos ao Presidente e Vice, Ministros de estado, Comandantes da Forças Armadas.

Se instaurado o processo de impeachment de Gurgel, este seria o primeiro em relação a um procurador-geral ocorrido na história republicana do Brasil, assim como foi o do ex-presidente e atual senador Fernando Collor em relação a chefe do Executivo. Este fato vem aterrorizando além de Gurgel os membros do Supremo Tribunal Federal, sujeitos à igual procedimento. Não por outro motivo que os ministros do STF já saíram na defesa de Gurgel.

Segundo constitucionalistas consultados, o impedimento alegado por Gurgel para não comparecer perante a CPMI do Cachoeira, foge totalmente da realidade legal e constitucional, e a possível ingerência do STF seria indevida, quebrando a ordem constitucional de independência e autonomia dos Poderes, piorando ainda mais a questão, uma vez que, em função desta ingerência, justificar-se-ia a instalação do procedimento de investigação previsto no art. 52 da Constituição Federal.

Caso Gurgel pretenda evitar seu julgamento pelo Senado Federal e possível impeachment, terá que renunciar antes da instalação do procedimento. Segundo os assessores legislativos consultados por Novojornal, de nada adiantará a atuação do presidente da Casa Legislativa, senador José Sarney, embora o mesmo possa nos termos regimentais determinar o arquivamento do pedido de impeachment, com base no mesmo regimento caberia recurso ao plenário, onde os que pretendem investigar Gurgel sabidamente têm maioria.

Segundo informou um dos participantes da reunião ocorrida na última quarta-feira (09/05), os integrantes do grupo de congressistas que defendem a convocação de Gurgel para depor na CPMI estariam torcendo para que o procurador-geral recorra ao STF, na opinião deles o procurador–geral conseguiria a autorização para não comparecer, desta forma motivando e antecipando a instalação do procedimento de Impeachment. Pelo apurado por Novojornal no Senado, no Supremo e na PGR estaríamos próximos a uma crise institucional entre os Poderes com conseqüências imprevisíveis.

Novojornal apurou que o comportamento do PSDB e do DEM, de apoio ao procurador-geral, não teria nada de “moderador em busca de tranqüilidade” no relacionamento entre as instituições republicanas, estariam negociando seu apoio em troca do não julgamento do Mensalão do PSDB, que envolve o ex-senador, hoje Deputado, Eduardo Azeredo, assim como a não apresentação da denúncia relativa à “Lista de Furnas”, em andamento há seis anos no Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro. Segundo o MPF do Rio, o inquérito está na fase de análise de um relatório preparado pela Polícia Federal (PF), em Brasília, informando as diligências realizadas. O inquérito que investiga a lista possui três volumes principais e 114 anexos. Ainda segundo o MPF a investigação pode resultar em apresentação de denúncia à Justiça.

Considerada um verdadeiro fantasma de políticos de vários partidos, principalmente do PSDB e do PFL, hoje DEM, a lista registra contribuições de campanha, num esquema de caixa dois, em suposto benefício de 156 políticos da base do Governo do ex-presidente Fernando Cardoso, em 2002. Também em negociação estaria a AC 2280 que analisa o envolvimento de Cesar Maia no caso de Furnas entregue ao procurador federal de Brasília, Ronaldo Meira Alboli.

Além da negociação anteriormente citada, congressistas do PSDB e DEM sabem que os defensores da convocação de Gurgel, têm provas da intervenção do procurador-geral, na inércia da atuação do Ministério Público Federal em ação relativa à Lista de Furnas na Justiça Federal do Rio de Janeiro e irão questioná-lo a este respeito em seu depoimento.

Enquanto Gurgel e a instituição que ele dirige continuam sangrando, criando ambiente propício para negociações políticas onde as questões deveriam ser apenas jurídicas, o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) constitucionalmente competente para solucionar o que está ocorrendo em relação à atuação de integrantes do MP, encontra-se imobilizado conforme notícia publicada por Novojornal: “No Conselho Nacional do Ministério Público está tudo dominado”.

Fonte: http://www.novojornal.com/

Publicado por: jromarq | 19/06/2012

Precisamos do Planeta vivo!

“As grandes crises comportam grandes decisões. Há decisões que significam vida ou morte para certas sociedades, para uma instituição ou para uma pessoa. A situação atual é a de um doente ao qual o médico diz: ou você controla suas altas taxas de colesterol e sua pressão ou vai enfrentar o pior. Você escolhe” :: Leonardo Boff

Todas as lutas são necessárias, imperativas: precisamos resgatar o companheiro Dirceu e trancafiar Demóstenes, Cachoeira e toda corriola; precisamos identificar, publicamente, e punir os facínoras da ditadura militar; precisamos combater, diuturnamente, os desmandos da irredutível mídia golpista; precisamos perseverar na inflexível vigilância contra os inimigos da verdadeira democracia que pretendem aniquilar a liberdade de expressão na internet; precisamos manter todas as conquistas, todos os avanços; precisamos buscar o desenvolvimento sustentável; precisamos debelar a miséria; precisamos, portanto, continuar evoluindo com mudanças e aperfeiçoamentos. Contudo, nada disso terá o menor significado se não estivermos aqui para saborear nossas vitórias ou aprender com eventuais derrotas. Rio + 20 não é apenas um evento midiático; não pode ser encarada como mero palco destinado a cenas de contenda político-partidária ou ideológica. Todos devem saber que, se dependesse dos chamados países desenvolvidos (de modo bastante particular os Estados Unidos – como sempre), uma nova Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável só voltaria a ocorrer a partir de 2017, ou seja, cinco anos a menos para tentarmos chegar a um consenso a respeito de medidas enérgicas, eficazes e definitivas, visando interromper o implacável processo de destruição de nossos recursos naturais e, conseqüentemente, a extinção de toda vida na Terra. De fato, discutir a preservação da vida me parece tão óbvio quanto absurda é a tendência vigente de se adotar estratagemas sombrios com o propósito de protelar o debate. No meu modesto entendimento, estamos diante de uma de nossas últimas oportunidades. O Planeta pede socorro, ironicamente, a seus algozes! Não há outra alternativa: ou mudamos, drasticamente, nossa conduta em relação à necessidade elementar de preservação do meio ambiente, ou estaremos, num tempo muito mais próximo do que o imaginado, fadados ao completo desaparecimento.

Publicado por: jromarq | 17/06/2012

O Estadista Global, Lula, em carta à humanidade

“Essa é uma missão para toda a sociedade, suas instituições, suas organizações e suas lideranças. Em especial o crescente engajamento de amplos setores da sociedade, refletido neste encontro, é o que efetivamente garantirá este avanço. O governo brasileiro, comandado pela presidenta Dilma Rousseff, certamente fará a sua parte.” :: Lula

Durante a abertura da Arena Socioambiental, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, leu mensagem especial do ex-presidente Lula para os participantes da #ArenaRio20. Em pauta, o papel do combate à pobreza e às desigualdades para a realização do desenvolvimento sustentável!

Confira, abaixo, a íntegra da carta do ex-presidente Lula!

Amigas e amigos,

O mundo vive o momento de discutir e resolver a equação de como crescer, incluir marginalizados do sistema e preservar o planeta.

Esse é o desafio do nosso tempo, o legado que temos de deixar para as gerações futuras.

A Rio+20 tem autonomia, poder e credibilidade para enfrentar estes desafios e construir uma agenda de desenvolvimento sustentável.

A Arena Socioambiental, inaugurada hoje, será um espaço importante de discussão de políticas entre governos, movimentos sociais e as organizações da sociedade civil. Esses setores têm um papel fundamental na construção dessa sustentabilidade. Têm o papel de educar pessoas e estimular a vontade política de governantes para trabalhar em favor de toda a humanidade.

O ponto zero dessa ação deve ser a preservação da nossa biodiversidade, e o reconhecimento de que o acesso aos recursos naturais do planeta e aos alimentos nele produzidos é um direito de cada um dos que aqui habitam.

Tenho a convicção de que justiça é a palavra-chave dessa equação. O único futuro possível para a humanidade é o proporcionado pela justiça. E, por justiça, todas as bocas do mundo devem ter alimentos suficientes. Por justiça, todos os homens e mulheres do planeta devem usufruir dos recursos naturais disponíveis sem degradar o ambiente e comprometer o futuro de filhos e netos.

A crise financeira mundial que se arrasta desde 2008 está fazendo um grande estrago e levando uma boa parte da população mundial para uma pobreza que o mundo desenvolvido já havia se esquecido como era. É uma situação dramática, mas que tem um lado revelador.

A crise atual expõe um mundo fragilizado pela enorme concentração de renda nas mãos de poucos países e poucas pessoas. Por uma ordem em que poucos consomem muitos recursos naturais e muitos pagam o preço da degradação do meio ambiente.

A modernidade é vista como a era do consumo, mas esse estereótipo esconde uma realidade dura. Não são todos os que consomem.

10% da população do mundo detêm 57% da renda global. É esse décimo da humanidade que é responsável por metade das emissões globais de carbono.

O avanço científico e tecnológico conquistado pelo mundo é suficiente para acabar com a fome, para recuperar as áreas degradas e para tomar medidas para prevenir a maior deterioração do meio ambiente. Para isso, no entanto, é preciso vontade política. Eu acredito que a maior carência do mundo hoje é a de vontade política dos governantes.

A vontade política, no entanto, é um imperativo. Graças a ela, já contamos às dezenas, os países que encontraram a via do desenvolvimento. Na África, na América Latina e na Ásia,nas regiões que durante muito tempo foram vistas meramente como fornecedoras de matérias primas para o mundo desenvolvido, centenas de milhões de pessoas começam a ter uma vida melhor. Mas ainda falta muito.

O Brasil tem exemplos a dar nessa Conferência que reúne governantes de países ricos, pobres e em desenvolvimento; técnicos, pesquisadores, educadores, instituições, entidades populares, sindicatos, associações, organizações não governamentais de todos os pontos do planeta. O país integrou suas agendas econômica, social e de preservação do meio ambiente.

No meu governo e no da presidenta Dilma Rousseff, 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza e 40 milhões entraram na classe média. Ao mesmo tempo em que faz esse esforço de inclusão social e crescimento econômico, o país assume sua responsabilidade frente às emissões de gases de efeito estufa.

Em 2009, na Conferência do Clima em Copenhagen, apresentamos metas voluntárias de redução da emissão de até 36,9% até 2020. Até 2016, devemos cumprir a meta.

É indispensável que sejam construídos novos mecanismos e instrumentos de regulação para reverter as tendências atuais. E que todos os países deem a sua contribuição.

Para mudar esse modelo, é preciso construir um amplo acordo político e social. Esse é o momento.

Eu lamento não estar pessoalmente nesse Fórum. Infelizmente, ainda estou passando por um processo de recuperação de meu tratamento de saúde. Não poderei participar de todos os eventos que considero importantes na Rio mais 20.

Levo até vocês, todavia, por meio dessa carta, o meu compromisso com as causas da Rio mais 20,e minhas sinceras esperanças de que daqui saiam as novas luzes para a criação de um planeta solidário.

Essa é uma missão para toda a sociedade, suas instituições, suas organizações e suas lideranças. Em especial o crescente engajamento de amplos setores da sociedade, refletido neste encontro, é o que efetivamente garantirá este avanço.

O governo brasileiro, comandado pela presidenta Dilma Rousseff, certamente fará a sua parte.

Fonte: site ARENA SocioAmbiental

Agora, nesse exato momento, a “frente reacionária contra a liberdade de expressão”, dos tucanos com seu PIG, planeja a censura da internet. De fato, observo com enorme consternação aqueles que deveriam representar o baluarte na defesa dos ideais da democracia, a ela se contraporem sem o menor constrangimento; constato, sobretudo, com grande apreensão que o vírus da censura é crônico, é endêmico, está presente, à espreita, apenas aguardando um descuido fatídico da sociedade civil para instalar-se irremediavelmente. Acrescento que a leitura da reflexão proposta pelos amigos do sejaditaverdade.net, através do artigo reproduzido logo abaixo, torna-se crucial. É imperativo que seja estabelecido o debate. A liberdade de expressão na internet está em risco; os ataques são diuturnos, constantes e, cada vez mais, severos. Diante de tal constatação, o que faremos, portanto? Podemos ficar impassíveis, acomodados, ou dispormos das “armas” que, como ninguém, dominamos: palavras, idéias e barulho… muito barulho :: Jorge Marques

Não é a primeira nem será a última vez que o jornal O Globo ataca, frontalmente, a blogosfera. Tanto é que já estamos com casco duro e nem damos bola. Vale a pena analisar, porém, detidamente o editorial do dia oito de maio do jornal O Globo, onde os platinados tentam matar dois coelhos de uma vez: blindar a revista Veja e desqualificar o pensamento que diverge da mídia corporativa em geral.

Usemos aquele método de fazer comentários intercalados. O editorial está em negrito, meus comentários em fonte normal:

Roberto Civita não é Rupert Murdoch
O Globo – 08/05/2012

Comecemos pelo título. Evidentemente, Civita não é Murdoch. É pior. Murdoch queria só ganhar mais dinheiro. Civita queria ganhar mais dinheiro e derrubar governos. Murdoch espezinhava celebridades, divulgando fofocas e intimidades. Civita aliou-se a um mafioso para espionar autoridades com objetivo de chantageá-las e obter vantagens financeiras e políticas. É como se descobrissem que a Fox aliou-se a Bin Laden para tentar derrubar Obama, ou que o Times aliou-se à máfia chinesa, que lhe fornecia vídeos oriundos de grampos ilegais, com objetivo de derrubar o primeiro-ministro inglês.

“Blogs e veículos de imprensa chapa-branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista ‘Veja’, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta”.

Globo inicia o texto através de uma desqualificação grosseira. Baixou o nível. Blogs não tem obrigação de ser neutros, nem de apoiar, nem de ser críticos. Blogs políticos nascem do desejo pessoal de cidadãos brasileiros de expressarem sua opinião. Chamá-los de chapa branca é aplicar-lhes um conceito já meio anacrônico do jornalismo comercial. É ofensivo e equivocado. O Globo jamais chamou o blog da Veja, ou a própria Veja, que são notoriamente pró-tucanos, de chapas-brancas em relação ao governo de São Paulo. Na verdade, com o aumento do poder da mídia, somado às circunstâncias políticas e históricas da democracia brasileira, de repente ficou muito conveniente para a imprensa corporativa alardear sua ideologia de que “jornalismo é oposição”. Pena que não fez isso durante a ditadura brasileira, quando serviu à esta com submissão voluntária.

Além disso, Globo difunde uma inverdade ao atribuir a postura dos blogs a uma estratégia de “linha auxiliar de setores radicais do PT”. A indignação pública contra os desmandos de Rupert Murdoch não veio de setores esquerdistas radicais, assim como a indignação contra a Veja também funciona num diapasão muito acima do PT, quanto mais de suas alas radicais. É um movimento popular autêntico. O PT é que se identifica com ele, e não o contrário. E a campanha não é organizada, como são as campanhas “anticorrupção” patrocinadas pela mídia e setores do conservadorismo. Aí sim, há dinheiro e espaço nos jornais, em ações coordenadas que usam oportunisticamente a luta contra a corrupção para fazer proselitismo ideológico barato.

“A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo. É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Rousseff, com a liberdade de expressão”.

O que o Globo chama de retaliação, seria mais apropriado chamar de reação natural. Reação não apenas de petistas, mas de amplos setores da intelectualidade, e da esquerda em geral, e não só do Brasil, mas de todas as Américas (incluindo aí os EUA), às consequências nocivas da concentração da mídia ao processo democrático. Esta é uma crítica que se faz desde Cidadão Kane, de Orson Welles, filmado em 1941. É uma crítica democrática, saudável. Ou o Globo acha que devemos achar muito normal que uma revista use, ao longo de vários anos, grampos clandestinos fornecidos por uma máfia sinistra, fazendo matérias que beneficiam financeiramente este grupo e a própria revista?

A mídia omite a si mesma de suas análises políticas. Ela se trata como uma espécie de deidade intocável, a “imprensa independente”, ou “imprensa livre”, quando na verdade sabemos que são empresas com interesses econômicos muito específicos. A Veja, por exemplo, tem empresas que vendem livros didáticos para o Estado, e tem faturado milhões com esse negócio, onde há uma relação promíscua entre política, imprensa e, como agora está claro, máfia.

“A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta. As gravações registraram vários contatos entre o diretor da sucursal de “Veja” em Brasília, Policarpo Jr., e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte”.

Exatamente, a “manobra” se baseia em grampos legais. Quer dizer que o Globo defende que apenas ele pode “manobrar” grampos, de preferência ilegais?

“A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria ‘desmascarar o mensalão’. Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de ‘Veja’com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas-brancas, devidamente replicadas na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal ‘News of the World’, fechado pelo próprio Murdoch.

Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia. Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento – sem o qual não existe notícia – têm destaque, pela sua importância. Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato. Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de ‘Veja’ estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca”.

A comparação é válida, e Civita leva a pior, como já expliquei acima. Murdoch espionou a privacidade alheia. Civita aliou-se à uma máfia política.  Há várias gravações que mostram uma relação promíscua entre a revista e o bicheiro sim. Globo quer tapar o sol com peneira. Além disso, há muitas gravações que ainda não chegaram ao conhecimento do público. Há sim uma indignação muito grande de amplos setores da sociedade contra a ética jornalística da Veja. E contra o Globo também. Os platinados tentam blindar a Veja porque tem medo que sejam atingidos por algum petardo similar, visto que as reportagens que Civita publicava, a mando de Cachoeira, repercutiam imediatamente no Globo, em especial no temível Jornal Nacional. Na verdade, a Veja era apenas a porta de entrada para o noticiário televisivo, onde, aí sim, os estragos políticos contra os inimigos do esquema Cachoeira (honestos ou não) eram quase sempre fatais. Eu não engulo aqueles 7 a 8 minutos que o Globo deu a Rubnei Quicoli, bandidinho de terceira categoria, ex-presidiário, no Jornal Nacional, às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, com base em matérias da… Veja.

“Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: ‘(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia’. E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário”.

Os princípios editoriais do Globo são uma piada de mau gosto. O grupo Globo se transformou numa empresa que oprime ideologicamente seus jornalistas, violentando-lhes a liberdade de se manifestarem politicamente. O Globo é inimigo da liberdade de expressão de seus próprios empregados. Princípios não valem nada, além disso, se não correspondem à prática. O Globo escolhe despudoradamente suas fontes de acordo com seus interesses políticos, e sua lealdade não é com a notícia e sim com a ideologia dos patrões, mesmo que para isso precise sacrificar a notícia.

“O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros. O ‘Washington Post ‘ só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o Garganta Profunda, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas. Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa”.

Uma coisa é o vazamento ilegal de grampos realizados com autorização judicial. Não é um crime tão grave, embora também tenhamos aí uma situação muito irregular e, às vezes, perigosa, já que se formam conluios interessados entre setores da polícia e imprensa. Outra coisa é o vazamento de dados sigilosos bancários e fiscais. Aí temos um crime grave contra a privacidade, que tem sido muito raro nos últimos anos. O vazamento dos dados do caseiro Francenildo, por exemplo, derrubou um ministro da Fazenda. O Globo sempre atacou com muita virulência esse tipo de prática, então fica incongruente pregar o “locupletemo-nos todos” apenas para defender o uso de grampos clandestinos pela revista Veja.

Uma terceira coisa, porém, totalmente distinta, é usar grampos ilegais, pagos e realizados por uma máfia política, que tem naturalmente interesses financeiros escusos em divulgá-los. É um crime infinitamente mais grave. A comparação com o caso Watergate é descabida também por causa disso. A fonte era um alto funcionário do FBI, ou seja, alguém do Estado, não era um membro do esquema Cachoeira, um bandido corrupto, com interesses partidários, como eram as fontes de Veja.

“A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de ‘Veja’ que irritaram alas do PT. Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Rousseff, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética”.

Mais uma vez a mídia omite seu próprio poder, além de mentir. Houve sim desmentidos, fortes, dos envolvidos. A presidenta Dilma demitiu alguns ministros sem prova, por conta da instabilidade política provocada pela própria mídia. Alguns talvez tivessem culpa no cartório, como aliás quase todo ser humano tem, mas sua maior culpa consistia em serem ministros de um governo trabalhista. As crises ministeriais tinham início através de uma denúncia, mas depois nem importava que essas denúncias não fossem verdadeiras: iniciava-se uma campanha maciça, organizada, para derrubar aquele alvo específico, atacando membros do partido, mesmo que nada tivessem a ver com o acusado. Foi o caso de Orlando Silva, em que a mídia começou a atacar o PCdoB de forma generalizada, inclusive Manuela D’Ávila, quadro importante do partido e ao mesmo tempo vulnerável por ser candidata à prefeitura de Porto Alegre, disputando um eleitorado fortemente politizado e, por isso, sensível a campanhas de imprensa. A mídia não perdoa nem a família. No caso do Sarney, não escapou nem uma neta de menos de 20 anos, que cometeu o crime terrível de ligar para o avô e pedir emprego para o namorado. Quando os envolvidos são aliados da mídia, aí a blindagem é completa. Demóstenes Torres ligou para Aécio para pedir emprego para a prima de Cachoeira, foi atendido, e não se criou escândalo nenhum. Ou seja, os Princípios do Globo me parecem bem flexíveis.

O editorial do Globo, por outro lado, corresponde a mais um atestado de que a blogosfera vem se tornando cada vez mais influente. É um contrapeso importante à mídia corporativa. É um verdadeiro ombudsman coletivo e independente do trabalho da imprensa brasileira. Em nome da liberdade de expressão, da democracia, do jornalismo, o Globo deveria agradecer a blogosfera, que lhe presta um serviço, gratuitamente, permitindo-lhe aprimorar-se. A imprensa, pressionada pela blogosfera, se vê obrigada a frear um pouco o conservadorismo doentio, fanático e partidário para o qual parece eventualmente enveredar.

Nem sempre a blogosfera está certa. Mas ela não se pretende infalível. A blogosfera é, na maioria dos casos, assumidamente tendenciosa, ideológica, partidária, ou seja, totalmente oposta à neutralidade higiênica e hipócrita da imprensa corporativa. A blogosfera, todavia, é bem mais livre das amarras que prendem jornais a uma série de interesses econômicos. Blogueiros e comentaristas não são amordaçados pelos “códigos de conduta” que alguns meios impõem – tiranicamente – a seus empregados.  Como blogueiro, observo às vezes até meio estupefato como as mesmas massas que apoiavam a Dilma, de repente passam a criticá-la ferozmente no dia seguinte, para voltar a apoiá-la posteriormente, tendo como base sempre e exclusivamente a independência de seu juízo. As massas blogosféricas (hoje integradas em redes sociais) são instáveis, anárquicas, imprevisíveis e livres, como jamais a imprensa, ou a velha mídia, será. Ao detratá-la, portanto, o Globo ataca o próprio símbolo da contemporaneidade, e dá recibo de sua insegurança perante um novo mundo.

Publicado por: jromarq | 18/05/2012

D. FHC chama de “pequena mídia” militância virtual

Veja e mais os diários Folha, Estado, Globo etc. inventaram que o presidente sociólogo foi o criador do plano real – e assim ele tirou o Brasil do buraco. A mídia internacional, especialmente a anglo-saxônica, comprou a versão dos colegas canarinhos. Vale acrescentar o seguinte: essas revistas e jornalões, assim como a tevê da família Marinho, estiveram por trás do golpe de Estado de 1964 e do golpe dentro do golpe :: Carta Capital

O poderio do governo (de Dilma Rousseff), sobretudo sobre a pequena mídia, é crescente.” Palavras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Instituto FHC na terça-feira 15. Autor de alguns livros acadêmicos de sociologia lidos por um punhado de gatos pingados há mais de três décadas, FHC continua sendo “a principal referência intelectual” da oposição partidária (leia PSDB) e dos seus simpatizantes (leia elites), escreveu Marcos Coimbra, colunista de CartaCapital.

Nesse trono dos intelectuais da direita, FHC esmera-se em semear contradições mil. Eis mais uma vez a acima citada (e haverá outras abaixo): o poder da pequena mídia é crescente. O ex-presidente esqueceu que foi eleito em grande parte graças à mídia conservadora, e principalmente pela tevê Globo, cria da ditadura? Naquela primeira eleição em 1994, o candidato de Roberto Marinho era FHC. O povo, ainda despreparado para votar no torneiro mecânico, votou no intelectual de gravata.

Em seguida, os supostos experts em economia da tevê global e de todos aqueles semanários conservadores como Veja e mais os diários Folha, Estado, Globo etc. inventaram que o presidente sociólogo foi o criador do plano real – e assim ele tirou o Brasil do buraco. A mídia internacional, especialmente a anglo-saxônica, comprou a versão dos colegas canarinhos. Vale acrescentar o seguinte: essas revistas e jornalões, assim como a tevê da família Marinho, estiveram por trás do golpe de Estado de 1964 e do golpe dentro do golpe.

Pergunta: o sociólogo presidente, que ganhou fama mundial com sua Teoria da Dependência, teve suposta formação marxista, e se autoexilou na França (ele poderia ter ficado aqui sem nenhum temor), reconhece como se contradiz? Apoiado pelas elites e uma mídia que distorce fatos, FHC agora culpa Dilma, que se opôs de verdade contra a ditadura, por ser defendida por uma “pequena mídia”. Pior seria como a defende o pessoal da blogosfera? Blogosfera, diga-se, também povoada por reacionários e mesmo assim Veja quer censurá-la. Um adendo já manjado, mas é bom repeti-lo para podermos refletir sobre o nível do jornalismo canarinho: o chefe da sucursal da Veja em Brasília trabalhou em parceria com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, agora atrás das grades, para produzir furos contra a esquerda. Os dois trocaram 200 telefonemas. O que leremos nas transcrições dessas “entrevistas”?

Provavelmente não leremos nada. A mídia que FHC aprova fecha-se em copas para que Roberto Civita, o dono da Veja, não compareça à CPI do Cachoeira. E o bicheiro de Goiás que corrompeu deputados e governadores gostaria de contar tudo…

De corrupção, aliás, FHC entende. Ele não disse, em outra manchete de jornalão tucano, que o governo de Dilma roubou mais que os seus dois governos? Dito de outra forma, os governos de FHC também roubaram, mas menos. É algo como dizer: você matou 100 pessoas, eu somente 25.

Convenhamos: faro para o que interessa à mídia FHC tem. É preciso falar de corrupção. O assunto, como diz Vladimir Safatle, colunista da CartaCapital, é “grave” e temos de lidar com ele. Mas e os outros assuntos? Por exemplo, como vai a social-democracia hoje?

Não espere a resposta de FHC, o líder intelectual da oposição. Na verdade, o Partido da Social-Democracia Brasileiro (PSDB) nunca foi social-democrata. E nem seu fundador-mor. Alguns meses atrás FHC disse a algum jornalão que ele deveria ser julgado pelo seu legado, não pela sua linhagem ideológica. De qualquer forma, essa linhagem ideológica é límpida como as águas do Mediterrâneo.

Mais recentemente, num artigo intitulado “Política e moral”, no qual FHC analisa um recente livro do seu amigo sociólogo Alain Touraine, os partidos estariam “petrificados”. “Lideranças respeitadas podem despertar a confiança perdida.” Indagou Marcos Coimbra: “Será que ele está se oferecendo para o papel?”

Claro que sim.

Fernando Henrique Cardoso se apresenta como apóstolo da pós-política para debater a corrupção, e em particular o Mensalão. (Será que FHC leu A Privataria Tucana, de Amaury Jr.?) E assim o ex-presidente quer despolitizar ainda mais quem o ouve.

Enquanto isso, os franceses elegeram para a Presidência François Hollande, um socialista.

Social-Democrata de verdade, Michel Rocard, o mais popular premier da V República da França, disse a CartaCapital: “Podemos dizer que agora nos aproximamos da social-democracia na França… De qualquer forma, a esquerda francesa está tomando uma responsabilidade na economia de mercado”.

Em outro encontro com Rocard, o ex-premier observou: “Importante não é o balé dos indivíduos, mas sim a correntes coletivas”.

FHC é apenas um bailarino.

É o supra-sumo do mau-caratismo e da perversidade a “lei” que tenta roubar do SUS 25% de vagas dos hospitais públicos em benefício do sistema privado – “lei” defendida por um homem que se diz médico: o Sr. Geraldo Alckmin, governador tucano de São Paulo. Como se não bastasse o desvio de mais de R$ 5,7 bi do Sistema Único de Saúde para a construção da famigerada e inútil ponte estaiada; aquela que serve como cenário de fundo dos noticiários globais; aquela com desvio comprovado e alvo de investigação do ministério público, há anos. O “fundamento” dessa lei ignominiosa é bastante simples: “Tirar dos pobres para dar aos ricos”. A estranha ética do decadente tucanato. :: Jorge Marques

Hoje, tivemos uma vitória histórica da saúde como direito de todos. Uma vitória do SUS! Uma vitória que deve ser comemorada por todos os lutadores da saúde do Brasil!

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a suspensão da “lei da dupla porta“, que permitia a venda de até 25% das vagas de hospitais públicos geridos por OSs (Organizações Sociais) para pacientes particulares e com planos de saúde. A 2ª Câmara de Direito Público do TJ-SP negou o recurso (agravo de instrumento) proposto pelo governo do Estado de São Paulo e manteve liminar que impede a oferta dos leitos para pacientes particulares ou clientes de planos de saúde.

A decisão, por unanimidade, impede que o governo estadual assine contratos com organizações sociais que administram hospitais públicos e planos.

Sabemos que se esta lei fosse aplicada em São Paulo a venda do SUS aconteceria no Brasil inteiro. Parabéns, portanto, a todos os lutadores de diversas entidades que se colocaram contra: parabéns ao Fórum Aids que entrou com ação civil pública, ao Fórum Popular de Saúde e à Frente Nacional Contra a Privatização que sempre foram protagonistas na luta contra esse absurdo. Parabéns, também, ao Conselho Nacional de Saúde que ousou se posicionar, a todos os sindicatos que se colocaram contra e aos parlamentares da oposição no estado de São Paulo que lutaram contra isso!

Mas temos que estar de olho, pois o mérito do caso ainda será julgado pela 5ª Vara da Fazenda Pública.

Fonte: Frente Contra a Privatização da Saúde

Obtenha mais detalhes sobre o tema em “Agência Brasil

Haddad comemora apoio de Lula:
“agora Lula é do Brasil”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está, desde ontem, terça-feira (15), mais presente ao lado do pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Lula, praticamente recuperado de um câncer na laringe, foi liberado pelos médicos para apoiar a candidatura de Haddad às eleições municipais de outubro deste ano.

 A popularidade de Lula deixou Haddad com um grande e absolutamente compreensível sorriso no rosto. No fim da tarde de sexta-feira passada, após visita ao bairro da Casa Verde, zona norte de São Paulo, Haddad comemorou o fato de poder contar com o Lula para, enfim, alavancar seus números nas pesquisas, já que ficou apenas com o sétimo lugar no levantamento do Ibope divulgado recentemente, com 3% das intenções de voto (é sempre bom ressaltar, que a presidenta Dilma iniciou sua vitoriosa campanha eleitoral com índices inferiores ao de Haddad segundo os mesmos velhos e tendenciosos institutos de “pesquisa”).

Na visita feita ao bairro da Casa Verde, Fernando Haddad disse: “A partir do dia 15, o Lula será do Brasil”. Diria ainda: “Tivemos uma reunião com o diretório municipal e o diretório nacional para discutirmos a programação de maio. O presidente vai manter conversações com os presidentes dos partidos e nós vamos manter conversas com os presidentes municipais. Estamos em negociação permanente com partidos da base do governo federal e estamos fazendo uma programação com o presidente, que terá algumas atividades. Inclusive, ele já pediu a presença em algumas delas“.

A reunião a que Haddad se refere foi realizada no início da semana passada. “Foi mais uma autorização da parte dele para elaborarmos uma situação conjunta. Ele se colocou à disposição para apresentarmos um cronograma de atividades. Ele nos autorizou a apresentar, com todas as cautelas que a equipe médica recomenda, um plano de atividades conjuntas“, disse o pré-candidato à prefeitura da capital paulista.

Fonte: Jornal do Brasil 

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